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23/01/2012

Critica: Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras

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Essa é mais uma adaptação para o cinema do clássico personagem de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. O segundo filme da franquia que traz Robert Downey Jr. na pele de Sherlock sob a direção de Guy Ritchie.

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) continua desenvolvendo novos disfarces e maneiras de ludibriar seus oponentes, enquanto seu fiel escudeiro John Watson (Jude Law) está prestes a se casar e sair numa lua de mel dos sonhos com sua amada Mary Morstan (Kelly Reilly). A única coisa que o caro Watson não contava era que seu amigo Holmes apareceria com uma nova teoria conspiratória de que o ardiloso Professor Moriarty (Jarred Harris) estaria por trás de uma série de assassinatos, que visam desestabilizar a paz mundial. Quando a amiga Irene Adler (Rachel McAdams) “desaparece”, depois de prestar um serviço sujo para Moriarty, Holmes descobre que a cigana Simza (Noomi Rapace) pode ser a chave para desvendar todo o mistério por trás das mortes. A questão é: conseguirá Holmes superar a esperteza do terrível Moriarty?
Isso eu não posso contar porque vocês teram que ver no cinema, né?!

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Agora o que eu posso falar sobre o filme, a personalidade dos dois personagens principais, realmente não é a mesma daquela que estamos acostumados a ver nos livros, porém eu gosto muito desse jeito que Guy Ritchie apresenta esses dois personagens. Então mais uma vez Sherlock Holmes na visão de seu diretor não me decepcionou em nada. O filme nos apresenta um Holmes engraçado, espirituoso, ciumento, mas é claro acima de tudo inteligente. Com ótimas sequências de ação, onde se pode ver que o estilo 'diretor de videoclipe' de Ritchie faz bem mesmo para essa clássica obra, já que podemos ver cortes rápidos, a câmera lenta que logo agiliza a resolução da cena, as tomadas suspensas, tudo funciona com graciosidade, dando um ar moderno e cheio de vigor à trama. Além disso ainda temos diálogos que não nos decepcionam. Robert Downey Jr. faz uma ótimo atuação, junto de Jude Law que interpreta seu fiel companheiro Watson, formando os dois assim uma ótima dupla.
A sequência não tem tanto suspense quanto o primeiro filme mas mesmo assim é muito bom.

Quem for ao cinema para assistir Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras, já pode ir preparado para ver muita ação, algum suspense e uma química invejável na tela.
E para os fãs de Robert Downey Jr. e Jude Law fica à dica: Eles estão ótimos!
Filme que vale à pena ser visto nas telonas.

Nota: 8,5

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18/11/2011

Crítica: Reféns


Reféns, que teve a sua estréia no último final de semana é um filme de suspense do diretor Joel Schumacher que tem em seu currículo filmes como Os Garotos Perdidos, Um Dia de Fúria e 8 mm mas também têm filmes do tipo Batman Eternamente e Batman & Robin, com isso dá pra ter uma certa apreensão do que esperar de Reféns? rs

O filme conta com nomes de peso no elenco como Nicolas Cage e Nicole Kidmam que dispensam apresentações né, além deles também estam na trama Cam Gigandet (“Crepúsculo”), Jordana Spiro (série “My Boys”), Ben Mendelsohn (“Reino Animal”), Dash Mihok (“O Dia Depois de Amanhã”) e Liana Liberato (“Confiar”).


Quanto a história do filme Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) vivem em uma elegante e segura casa, com todos os confortos modernos. Sua única filha Avery (Liana Liberato) é uma adolescente linda, mas ainda muito rebelde. Tudo está bem até o momento em que a casa é invadida por criminosos e a família é feita refém. Agora, todos os segredos e traições deverão ser revelados na luta contra os invasores.

E quanto aos criminosos que primeiramente aparentam ser extremamente profissionais, com muitas informações sobre Kyle, seu trabalho, sua família e os dispositivos de segurança da casa, logo se revelam um bando de amadores desesperados. À medida que o filme avança, segredos e tramas paralelas vão surgindo, mas não é algo que prenda tanto a nossa atenção assim.


Estranhemanete eu não achei o filme tão ruim assim, acho que antes de ver Reféns eu já tinha visto tantas critícas negativas que acabei me surpreendendo com o filme que não é do tipo bom mas também não é dos piores ou nota zero, é do tipo bem mediano, mas um desperdício quando você vê dois atores tão bons tipo o Nicolas Cage e a Nicole Kidmam.

O filme dá várias reviravoltas, se perde um pouco no caminho mas é o tipo de filme que se você tem uma certa simpátia pelos atores vale a pena ver, principalmente se for em uma tarde chuvosa que você não tenha muita coisa pra fazer. ;)

Nota: 5,0

PS: Pessoal que for ao cinema ver o filme, não chegue atrasado na sessão porque tem trailer bom em! Coisas boas estão para surgir. rs





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10/07/2011

Critica: Os pinguins do papai!

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   Será que um filme estrelado por Jim Carrey, onde ele contracena com nada menos que seis pinguins tão patetas quanto ele mesmo, pode dar certo?? Esta pergunta que não quer calar é respondida justamente na mais nova comédia de Carrey.OS-PINGUINS-DO-PAPAI-filme-Jim-Carrey
   A história é fraca como a maioria das comédias protagonizadas por Carrey e mais uma vez ficamos com as caretas de sempre, as piadas manjadas e situações corriqueiras da maioria dos filmes de comédias dos últimos 50 anos, só que desta vez temos 6 pinguins para acompanhar tudo.
   Em Pinguins do papai acompanhamos a história do Senhor Popper (Jim Carrey), que teve um pai aventureiro e ausente, principalmente durante sua infância Agora adulto Popper é um corretor de imóveis bem-sucedido mas é separado de sua esposa e, igualmente seu pai, é ausente para seus filhos, tudo isto muda quando recebe de herança um pinguim, que sozinho já causa muitos estragos e com alguns enganos, pouco cômicos, acaba recebendo mais cinco aves.
   A dinâmica de relacionamentos e histórico familiar já foi visto em “O mentiroso”, “Sim senhor”, “O pentelho”e provavelmente muitos outros, mas filmes assim costumam funcionar durante um tempo curto, parecem uma repetição necessária, que mesmo sem novidades e com piadas sem graça acabam funcionando na telona e atraindo um bom público, ainda mais em finais de semana frios e sem grandes filmes para concorrer.g_165755061
   A única coisa diferente neste filme é mesmo a presença dos pinguins, que acabam promovendo algumas cenas que merecem um leve sorriso e que geram uma afetividade pelo que vemos na tela. Capitão, Fedor, Carinhoso, Matraca, Bicudo e Lesado, formam um sexteto, no mínimo, diferente, mas como o protagonista acabam gerando piadas repetitivas e sem grandes efeitos, afinal de contas todos já viram o banheiro que transborda de água por uma troneira aberta, pássaros fazendo coco encima de ternos caros e confusões em família.Mr-Poppers-Penguins_02
   Como falei, este filme parece um mal necessário, e até funciona para o grande publico, mas a muito tempo Jim Carrey deixou de ser o mesmo cara que fez o Show de Truman ou Brilho eterno de uma mente sem lembranças, então se você esta em um fim de semana frio, e não quer ver robôs barulhentos ou carros falantes, talvez ver pinguins fazendo as mesmices de muitos outros filmes possa funcionar.
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03/07/2011

Crítica: Transformers - O lado Oculto da Lua

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   Geralmente as crianças crescem com vontade de ser astronautas, mergulhadores, bombeiros ou coisas do tipo, mas acho que Michael Bay cresceu querendo ser profissional da área de demolição, mas demolição em massa. Ele não conseguiu ser o que queria, mas esta realizando seus mais profundos sonhos em seus filmes.
   Vendo este terceiro filme da franquia que conta a história dos robôs gigantes queBumblebee_Transformers3 vem travar uma luta aqui na terra, podemos perceber que Bay evoluiu bastante em suas filmagens, afinal de contas, no primeiro filme temos muita ação e destruição, mas entre uma explosão e outra vemos a introduçãotransformers3_18 da temática do filme, junto com seus personagens. No segundo Transformer, o diretor literalmente ignora todo e qualquer bom senso nas filmagens e simplesmente junta cenas sem sentido onde não sabemos quem é o robô do bem e o robô ruim, apenas conseguimos ver tiros e bombas sem logica. Agora na conclusão da trilogia, Bay retorna a lógica inicial, tendo um pouco mais de calma em sua loucura por destruição, mas o filme esta muito distante de agradar.
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   Em Transformers - O lado Oculto da Lua, Sam (Shia LaBeouf), esta a procura de emprego e, mais uma vez, acaba se deparando com uma conspiração envolvendo a antiga corrida espacial, que pode acabar transformando a terra em uma futura Cybertron. Com este breve resumo temos a história do filme e não estou sendo econômico nas minhas frases, realmente é só isso.
   As histórias deixaram de ser o ponto principal nos grandes filmes, ainda mais nos   de grande orçamento, que na maioria das vezes é gasto em efeitos especiais, 3-D e mais efeitos especiais. Tranformers não é diferente, a história é totalmente o segundo plano do filme, deixando em destaque os efeitos na destruição das cidades, na criação dos robôs e no 3-D, que é o melhor empregado desde Avatar.
   Transformers-3-O-Lado-Oculto-da-Lua-www.pixelworldbr.blogspot.comEm cerca de 2:20 passamos por várias sensações, que vão desde de a monotonia ate a descargas repentinas de adrenalina. O ponto é que o filme demora a engrenar, fazendo com que a primeira hora do filme parecesse uma semana e quando a ação realmente começa você esta tão de saco cheio que fica complicado se empolgar com qualquer tiro ou bomba. Nem a presenças dosTransformers muda esse panorama, na verdade todos os robôs são tratados como meros coadjuvantes, tento pouca participação no filme, talvez vejamosDecepticons ou Autobots em cerca de 40 minutos, ou seja, menos da metade do filme, Megatron por exemplo aparece apenas três vezes e Shockwave esta muito distante de ser o genaral que era prometido. A maior parte do trabalho fica por conta de Shia LaBeouf, John Malkovich, Frances McDormand e outros, que por sinal não dão conta de levar o filme todo.
   Bay poderia ter tirados mais lições com seus erros anteriores, mas preferiu deixar a maioria das cosias de lado e apostar em seu sonho de destruição (coitada de Chicago), transformando todo o filme em um pré clímax que não antecede a nada e uma consecutiva sequencia de cenas de ação sem muito sentido, mas com um ótimo 3-D. No final das contas se você quer apostar na ação e no visual que salta da tela, a diversão esta garantida, mas se quer alguma coisa a mais, pense mais um pouco antes de ver o Líder Optimus.
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15/06/2011

Critica: Meia-noite em Paris!

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   Fazer uma crítica sobre qualquer filme de Wood Allen não é uma das tarefas mais simples do mundo, muito pelo contrário, afinal um filme repleto de informações históricas e com toques de humor rebuscado esta bem distante de agradar as multidões, mas tem um efeito positivo na grande maioria dos espectadores.
   Neste filme que abriu ao Festival de Cannes 2011, veremos uma comédia romântica sobre uma família que precisa se mudar para Paris a trabalho, e sobre
um jovem casal de noivos, com casamento programado para o Outono, que veem suas vidas mudarem completamente. É também sobre um jovem que tem um grande amor por Paris e a ilusão que as pessoas têm que uma vida diferente da sua é sempre muito melhor. Estrelado por Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Kathy Bates e Carla Bruni, entre outros.da-esq-para-a-dir-adrien-brody-michael-sheen-rachel-mcadams-woody-allen-lea-seydoux-e-owen-wilson-participam-da-sessao-de-meia-noite-em-paris-no-festival-de-cannes-11052011-1305121559290_615x300
   Na verdade o filme é extremamente mais complexo do que a sinopse relata e o que vemos na telona é, talvez, a versão de Wood Allen de “De Volta Para o Futuro”, com seus toques pessoais de ironia e sua comédia sutil, sem contar com uma overdose de Paris.
   Já no início percebemos o amor de Allen por Patis, e ficamos quase 5 minutos paris-wood-webvendo Paris a noite, Paris a tarde, Paris na chuva, Paris de manhã, e muito mais Paris, claro que isso não a nada de ruim, mas poucas vezes vi um amor tão declarado assim por uma cidade.
   Durante o filme nos deparamos com, quase um monólogo de Owen Wilson, com pequenas participações de Michael Sheen, Rachel McAdams, Carla Bruni, entre outros, sendo que a participação de Bruni foi tão sutil que quase passa despercebida. Wilson até tenta fazer um papel sutil, mas seu costume de comédias escrachadas acabe deixando ele meio “bobo” em um personagem que merecia um pouco mais de seriedade, para ser um pouco mais engraçado.
   Durante a trama principal voltamos a Paris dos anos 20, isto no melhor estilo “De 20110511105209642189oVolta Para o Futuro”, e acabamos nos deparando com algumas situações inusitadas, como o encontro de Gil (Owen Wilson) com F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Salvador Dalí, Gertrude Stein, Man Ray, Luis Buñuel, Pablo Picasso e uma suposta amante deste ultimo, chamada Adriana. Os diálogos afiados entre Gil e esses personagens acompanham todo o filme e causam situações engraçadas, isto presumindo que os espectadores conheçam os nomes citados, caso conheça apenas os mais famosos, você terá um grade risco de passar boa parte do filme entediado.
   Outro ponto que o filme tenta levar para o lado da comédia é o estilo de vida5794340880_d460ed6f1e francês e a particularidade da língua francesa, então é comum ver personagens americanos fazendo “bico” para falar algumas palavras ou os mesmo sentirem-se incomodados com cachorros em restaurantes, mas nada significativo demais.
   Em resumo este é mais um filme de Wood Allen, um filme que vale a pena ver, mas que só funcionará como comédia se você conhecer as personalidades abordadas, caso você não seja um historiador ou não ame Paris, talvez seja melhor esperar os blockbusters da próxima semana.
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31/05/2011

Os X-Men sobreviverão sem Wolverine??

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   Esta será mais uma semana agitada para a equipe de mutantes mais conhecida do nosso globo, tudo isto por causa de mais um filme derivado da série original, que desta vez vai abordar a primeira turma de humanos com super poderes reunida por Charles Xavier e Erik Lehnsherr. Fatalmente neste primeiro time não temos o principal mutante de toda a filmografia e um dos principais em todo o universo mutante, ou seja, não teremos Wolverine (a não ser por uma pequena participação no meio do filme).
wolverine_01   Nos quadrinhos já foi visto que a história funciona mesmo sem o mutante das garras de Adamantium, mas os filmes tem levado um rumo cada vez mais distante dos quadrinhos, tanto em roteiros quanto em popularidade.
   Os dois primeiros filmes da série X-men foram muito bem, ver a equipe de mutantes ta tela grande foi um boa experiencia, pena que não durou para o terceiro filme, que acabou se perdendo na infinidade de super poderes e na falta de foco ao grupo principal, sem contar que a tentativa de contar uma narrativa paralela aos quadrinhos foi lamentável
HUGH-JACKMAN-wolverine-BORIGINS   Independente das falhas os mutantes deram bastante dinheiros e começaram a ser exploradas de maneira individual e quem levou a bandeira independente nas costas foi ninguém menos que Wolverine, interpretado brilhantemente por Hugh Jackman. Claro que a tentativa de falar da origem do mutante também foram bem contraditórias ao que lemos nos quadrinhos, mas o filme é bom e mostrou que o foco apenas em Logan também deu retorno, tanto que que uma sequencia já esta sendo pensada.
   A grande maioria dos mutantes não tem apelo para sustentar um filme solo e curiosamente grande parte desses mutantes estão reunidos neste novo filme, formando uma “equipe de segunda divisão” mutante, se eles serão promovidos para uma divisão acima eu não sei (até duvido disso), mas tomara que pelo menos joguem para ganhar ou quem assistir jogara o dinheiro fora.
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20/05/2011

Critica: Os Agentes do destino!


   Sabe quando o pneu do seu carro fura ou quando o salto do seu sapato quebra e você acaba atrasando 10 minutos do seu dia? Já imaginou que estes 10 minutos perdidos poderiam mudar seu futuro para sempre? Pois são estas questões que “Agentes do Destino” vem abordar.agentes-do-destino02
   Quem controla o destino? Esta é a questão que vai atravessar a vida do político David Norris (Matt Damon). Perto de se eleger senador nos Estados Unidos, ele se apaixona pela dançarina Elise Sellas (Emily Bunt). Quando descobre esse amor e decide vivê-lo, David começa a enfrentar homens misteriosos que querem mantê-los afastados: Adjustment Bureausão os Agentes do Destino.
   O que acompanhamos na tela é um misto de perseguição com ficção científica com um toque de “Todo Poderoso”. Tudo assim pode parecer bem maluco, mas a história é mostrada mas do angulo da perseguição do que da ficção cientifica, fazendo com que as menções fantasiosas passem quase despercebidas em alguns momentos.
   É engraçado como todo filme com Matt Damon acaba parecendo com alguma sequencia de Jason Bourne, isto é, quando ele não faz papel de algum bobão ou coisa do gênero Emily Blunt também não esta muito inspirada, na verdade ele parece que caiu de paraquedas no filme e permanece deslocada ate o créditos subirem.
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   “Agentes do Destino” tem grande potencial e acaba se saindo bem na telona, embora a falta de objetividade na escolha do gênero do filme possa incomodar alguns. Alguns buracos no roteiro podem dar abertura para filmes derivados ou sequencias meramente arrecadadoras, más nada disso influencia negativamente nesta primeira filmagem.os-agentes-do-destino-fotos-do-filme-filme-cinema-SaladaCultural.com.br-34
   Talvez o roteiro elaborado fosse melhor aproveitado se fosse um filme cult e nãoblockbuster for a de temporada, mas esta distante de ser um filme ruim, de qualquer forma pense bem pois o aspecto fictício pode estragar os amantes da ação e perseguição pura e para os amantes da ficção os clichês românticos podem incomodar também, de qualquer forma, ainda vale o tempo dentro do cinema.
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18/05/2011

Critica: Padre

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   Um filme onde um Padre guerreiro caça vampiros monstruosos por um mundopos-apocaliptico para salvar parte de sua família. Até ai nada de novo e muito menos surpreendente, afinal o gênero já foi batido, rebatido, copiado e estragado por inúmeros filmes B, C, D e muitos outros, sem contar que o filme é em 3-D, que vem sendo muito prostituído desde Avatar. Mesmo com as espectativas não muito boas tenho que reconhecer que é um bom filme e vale a pena gastar quase 2 horas para assistir o desenrolar do filme.priest-movie-photo-12
   A história gira em torno do lendário guerreiro Padre que desde a última guerra vive na obscuridade junto com outros humanos oprimidos em cidades cercadas por paredes e governada pela igreja. Quando sua sobrinha é sequestrada por um bando de vampiros assassinos, Padre quebra seus votos filmes_667_Padre 1sagrados para iniciar uma busca obsessiva para encontrá-la antes que eles a transformem em um deles. Juntam-se a ele nesta cruzada o namorado de sua sobrinha, um jovem xerife e uma antiga guerreira que possui habilidades de luta de outro mundo.
   De inicio já temos uma boa visão do mundo pos-apocaliptico criado pelo diretor Scott Charles Stewart, com cidades sitiadas rodeadas por grandes desertos, onde a humanidade vive sobre a opressão da igreja e sobre a incerteza da ameaça dos vampiros. Tudo isso da um aspecto visual muito bom, mesmo o 3-D não fazendo tanta diferença. As atuações de PaulBettany, Cam Gigandet, Karl Urban e nenhum outro merece destaque e não passam de representações satisfatórias dentro do contexto.
   Uma parte estranha é que em um filme onde a guerra de homens contra vampiros é o principal conflito, não temos grandes vislumbres das criaturas, sendo apenas 2 ou 3 confrontos diretos, o resto fica por conta de um monstro gigante e o conflito principal para encerrar.priest-2011-movie-
   Qualquer pessoa que tenha assistido 2 ou 3 filmes de ação já adivinha todo o desenrolar logo nos primeiros 5 minutos de filme, mas juntando os aspectos visuais, a ideia de colocar o homem contra a igreja e é claro o apelo dos vampiros monstruosos acaba gerando uma boa mistura na tela, o que eu acredito que não e repetira ao ver o filme em DVD.
Padre acaba sendo um bom passatempo se você gosta de filme de ação, com bons senários futuristas e cenas de ação constantes. Não espere uma história mirabolante e não se espante se em um ou dois anos você se deparar com Padre 2 e 3.
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05/05/2011

Nicole Kidman retorna em um ótimo drama familiar!!

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Em meio aos grandes filmes de ação e aos clássicos de suspense, eis que surge um ótimo filme dramático, que faz por merecer a indicação ao oscar de sua atriz principal e que mesmo assim pode ficar perdido entre as facadas ou marteladas do momento.
Em “Reencontrando a Felicidade”, vemos um retrato vívido, de esperança, honesto e espirituoso de uma família em busca de tornar o impossível novamente possível em todos os aspectos da vida. Becca e Howie Corbett (Nicole Kidman e Aaron Eckhart) precisam retornar à sua existência cotidiana, após uma perda, chocante e súbita. Oito meses antes, eles eram uma família suburbana feliz com tudo que eles queriam. Agora, eles estão presos em um labirinto de memórias, desejo, culpa, recriminação, sarcasmo e raiva, controlados de forma rígida e que eles não conseguem escapar. Os dois seguem caminhos opostos neste labirinto. Enquanto Becca encontra dor nas lembranças familiares, Howie encontra  conforto. Becca hesita em se abrir para sua mãe (Dianne Wiest) mas, secretamente, estende a mão para o adolescente envolvido no acidente que provocou todas as mudanças na sua vida. Entretanto, Howie acredita encontrar consolo com outra mulher (Sandra Oh). Mas o casal continua tentando reencontrar o seu caminho de volta para uma vida que ainda tem potencial para o riso, a beleza e a felicidade. O resultado desta jornada é uma visão intimista dos dois que precisam reaprender a se envolver um com o outro.
Na verdade o tal reencontro com a felicidade não é bem mostrado nas telas, mas abordagem do drama vivido pelo casal principal é tão bem abordado que chegamos a sentir a angústia das situações mostradas e quase nos transportamos para as sequencias mais marcantes.
O filme foca a morte do filho e como essa situação impacta uma vida que até aquele momento era normal. Todo o contexto é muito bem abordado e associado as atuações de Nicole Kidman e Aaron Eckhart faz com que todo o aspecto dramático não fique cansativo e sim um grande aprendizado, em determinados momentos.
O filme tem tudo para ganhar o apelo do grande público, seja pela maneira como do diretor John Cameron Mitchell aborda as situações vividas ou seja pela ótima atuação do casal vivido por Nicole e Aaron. Só podemos esperar que o filme não fique perdido entre trovões e gritos de terror.
Trailer:
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18/04/2011

Crítica: Pânico 4

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Quando iniciaram as notificas sobre um novo filme, baseado na franquia Pânico, fiquei pensando em qual seria a abordagem deste novo filme, se teríamos alguma novidade ou se mais uma vez estaríamos vendo apenas uma variação do mesmo tema.
Mesmo antes da estreia do filme somos levados a pensar que Wes Craven planejava uma reformulação do elenco visando mais uma serie de filmes focados na mascara de fantasma assassina, o que seria uma ótima ideia, já que os fãs do primeiro filme (o único realmente bom) já estão com quase 30 anos.
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Nas primeiras cenas conseguimos reparar que a substituição do elenco poderia mesmo acontecer. Temos novos policiais, novos repórteres e até uma nova Sidney, com seus problemas de relacionamento e amizades estranhas.
É uma pena quando percebemos que a reformulação do elenco fica apenas nas primeiras cenas mesmo e todo o filme passa a ser um misto de sustos e risos, sem muita diferença dos primeiros 3 anteriores.
panico-4-coxPânico criou um gênero singular de filme, menos sobrenatural e sádico que a maioria dos serial killers e mesmo assim fazendo com que o público tenha grande afeição pelo matador, mesmo não sabendo quem ele realmente é. A dinâmica da mudança de assassinos por filme e a tentativa do publico de desvendar quem esta por trás da mascara é sempre bem explorada, sendo que desta vez tudo esta mais voltado para a comédia que para o sangue.
As atuações são medianas e nada que se passa nas quase 2 horas de sustos e panico4_1risos merece grande destaque, mas o filme se sustenta pelo gênero que o primeiro criou e foi aproveitada por uma serie de outros filmes secundários, alem das próprias continuações, é claro.
Pânico 4 esta muito distante de ser um filme marcante, na verdade quando estivermos assistindo Pânico 8, não lembraremos mais quem era o assassino do filme 4 ou confundiremos a temática do filme 6 ou não saberemos mais quem morreu no 2 ou 7. De qualquer forma este quarto filme traz de volta o gênero criado por Wes Craven no primeiro Pânico o que é uma coisa divertida e muito bem-vinda nos dias de hoje, embora tenho que alertar a todos, não esperem nada diferente do que foi feito nos últimos 3 filmes.
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07/04/2011

Quarto filme espirita chaga pregando a paz entre os homens!!

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   Precedido por por “Bezerra de Menezes”, “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, “As mães de Chico Xavier” chega ao cinema seguindo a linha de seus antecessores, contando passagens dramáticas sobre a vida do medium Chico Xavier e seu trabalho ajudando as pessoas.
   Chico-1O filme conta a história de três mães que, ao passarem por traumas pessoais, vêem suas vidas mudarem de forma repentina após receberem mensagens por meio de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier (Nelson Xavier). Mário (Herson Capri) é um executivo de uma emissora de televisão casado com Ruth (Via Negromonte), uma das mães da história. O casal enfrenta o desafio de lidar com o vício do filho adolescente, que tem sua vida destruída pelas drogas. As duas outras mães são Lara (Tainá Müller), uma jovem professora que passa por uma gravidez não planejada, e Elisa (Vanessa Gerbelli), uma mulher em crise no casamento com Guilherme (Joelson Medeiros). Ela deposita toda sua alegria no filho de cinco anos. As histórias das três mulheres são baseadas em fatos reais. A trama é costurada pelo personagem de Caio Blat: Karl, um repórter de televisão que investiga a veracidade das cartas psicografadas pelo médium.
   O gênero tem ganhado um público muito grande além dos adeptos dochicoxavier_foto051-600x399 espiritismo. É comum encontrarmos pessoas de todas as idades acompanhando a história do bom velhinho que psicografava cartas. O foco, sempre muito bem trabalhado, na ajuda ao próximo e fazer o bem a todos é sempre bem explorado, dando um foco dramático e as vezes até um pouco lendo a este gênero, mas não chega ao ponto de ser monótono.
   “As mães de Chico Xavier” vem para consolidar ainda mais o sucesso dos filmes voltado a boa vontade e ao bem-estar do próximo, sempre tendo como foco nos trabalho de Chico Xavier, que merece ser divulgado e visto por muitos.Só podemos esperar que o grande publico aprenda as mensagens passadas por esses filmes e que muitos outros apareçam.
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14/03/2011

Crítica: Esposa de Mentirinha

Em mais uma comédia típica de Adam Sandler, o mesmo desta vez é Danny, um narigudo de grande semelhança nasal com Doug Funny, tem uma frustração no seu casamento, e é cancelando de ultima hora por uma declaração pouco afetuosa de sua ex-futura esposa.

Doug, digo, Danny descobre a obsessão feminina por homens casados e tira proveito disso. Cirurgião plástico, faz uso de seus conhecimentos em seu nariz, dá a volta por cima e sai com inúmeras mulheres se beneficiando de sua aliança sem valor matrimonial.

Em uma dessas conhece Palmer, interpretada por Brooklyn Decker, com quem tem um caso e se apaixona repentinamente. Contudo, Palmer encontra seu artifício de sedução e imediatamente o indaga a respeito, e a partir daí começa o desenrolar da história.

Jennifer Aniston é Katherine, secretária e braço direito de Danny, e se tornará sua esposa de mentirinha, pois é a única alternativa que Danny encontra pra tentar prosseguir seu novo relacionamento, dizendo que está se divorciando, mas a burocracia ainda os impedem de romper por definitivo.

Katherine é mãe solteira de um casal. E, consequentemente, Danny terá de assumir o pacote completo, "de mentirinha".

E então, em uma chantagem emocional com Palmer, o filho de Katherine, Michael (Griffin Gluck) ganha uma viagem ao Hawaii.

Na viagem contém algumas situações delicadas onde o falso-casal tem que se revirar pra conseguirem enganar a ingênua Palmer, que apesar de altruísta e de bom coração, se mostra bastante imatura, ficando claro nas cenas como a que ela chega com revistas teen para viagem, além de ser fã incondicional de 'N SYNC.

E então Katherine reencontra sua "amiga-arqui-inimiga" (pois é) dos tempos de escola, Devlin Adams, a linda Nicole Kidman. E para não sair por baixo, se diz casada com Danny, já que sua amiga tem um casamento bem sucedido com o suposto inventor do I-Phone.

A partir daí, o filme começa a tomar um caráter pouco mais romântico, quando em uma dessas ensenações rola aquele clássico clima que vocês já conhecem entre os dois bonitinhos de Hollywood, somado à nítida imaturidade de Palmer, Danny começa a desencadear o desde já suspeitado por todos um sentimento por Katherine, devidamente correspondido. Sendo assim, entrando em um dilema: Beleza e juventude de Palmer x Companheirismo e maturidade de Katherine.

Aparentemente um pouco clichê, o romance dos dois se torna digerível, muito pelo fato de Danny não perder seu bom humor.

O interessante é ver mais uma vez Adam Sandler bastante a vontade, fazendo suas piadas e tiradas que vem se transformando em sua marca e não perdendo a espontaneidade.

Apesar do roteiro ser em torno de Danny, o filme mostra variações nos quadros. Como o primo de Danny, que tenta se aproveitar da situação, aparecendo de última hora na viagem se passando por namorado alemão de Katherine. Ou a chata filha de Katherine, que cursa teatro e adora a oportuna situação de ensenar.

Destacando também a trilha sonora, composta intensamente por The Police, tendo também contribuição na história do filme, quando em um show do Sting Danny e Katherine se conheceram.

E para os machos, uma observação especial: Jennifer Aniston está simplesmente sensacional no filme. Nunca a vi tão linda em um filme.

Se é minha função aconselhá-los, caros leitores, a farei: é um bom filme para se ver acompanhado, pois arrancará de vocês algumas risadas e boas situações pra se aproveitar de sua companhia, caso fosse essa sua intenção desde o começo.

Nota: 7,5
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27/02/2011

Crítica: O Besouro Verde


Besouro Verde que estreou aqui no Brasil há 2 semanas e está lotando as salas de cinema, pelo menos aqui no Rio (rs).

Do diretor Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças; Rebobine, Por Favor)  O filme é baseado na série de rádio de 1930, que mais tarde foi adaptada para o cinema e HQ, mas só foi ganhar notoriedade com a série de televisão, da década de 1960, estrelada por Van Williams e Bruce Lee.

Nessa nova versão para as telonas conta com os atores Seth Rogen, Cameron Diaz, Jay Chou, Christoph Waltz.

No filme,  Seth Rogen é Britt Reid um cara que está perto dos 30 anos e não quer saber de responsabilidades, dedicando sua vida à diversão. Até o dia em que seu pai morre misteriosamente e ele precisa assumir os negócios da família, ficando a frente de um grande e respeitado jornal. Milionário e entediado, Reid resolve criar um personagem junto com seu fiel funcionário Kato (Jay Chou), fera das artes marciais e grande inventor de máquinas revolucionárias. Cheios de vontade, surge então o Besouro Verde. Só que a cidade está nas garras de Chudnofsky (Christoph Waltz), um criminoso que busca meios der ser mais ameaçador para as pessoas. O filme ainda tem  a presença de Cameron Diaz interpretando Lenore Case, secretária de Britt Reid.

Eu cheguei ao cinema sem pretensões quanto ao filme mas me deparei com uma história bem legal e divertida, você só não pode chegar pensando que será um filmaço, com um 3D ótimo porque isso não é.

O filme é legal, engraçado e ponto. COm certeza vale a pena investir o seu dinheirinho para vê-lo, você vai dar boas risadas no cinema. Agora o 3D é muito caído tem horas ou toda hora (rs) que dá até para esquecer que o filme é em 3D.


Curiosidades:

=> Originalmente, "The Green Hornet" surgiu como programa de rádio transmitido pela primeira vez em 1936;

=> Apesar de existirem três produções, uma com 100 minutos e duas com 90 minutos, Besouro Verde é a primeira versão de Hollywood para o herói mascarado;

=> Nicolas Cage chegou a entrar em negociações para interpretar o vilão Chudnofsky, mas desistiu e o personagem ficou com Christoph Waltz;
Nota: 7.0

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14/02/2011

Crítica: O Ritual

O filme que estreou nesse final de semana é do diretor Mikael Håfström e baseado no livro de Matt Baglio, o longa narra a história do cético seminarista Michael Kovak (Colin O’Donoghue) que, relutantemente, frequenta uma escola de exorcismo no Vaticano. Sua vida muda quando ele encontra o ortodoxo Padre Lucas (Anthony Hopkins), que lhe apresenta o lado mais obscuro de sua fé.
E conta também com a participação da brasileira Alice Braga.

Pra quem não gosta muito de filmes de exorcismo pode se surpreender com esse suspense.
O filme realmente é muito bom e Hopkins como sempre arrasa em sua atuação e o irlândes Colin O'Donoghue, me surpreendeu também atuando muito bem no longa. Alice Braga aparece bem pouco mas também está bem no filme.

É um filme que vale a pena você ver no cinema, mesmo sabendo que Hollywood adora produzir filmes sobre exorcismos e às vezes esse tema parece ser um pouco saturado, dá pra levar uns bons sustos e o mais legal é a reação das pessoas no cinema. No cinema que eu assisti teve gente gritando mesmo, com algumas cenas do filme.


Pra quem gosta de suspense e de levar uns sustos, com segurança, só através das telonas é uma boa pedida.

Nota: 7,5
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08/02/2011

Critica: O Discurso do Rei!!

O diecurso do rei - nao entendo nada de cinema

   É mais que comum encontrarmos filme com premissas muito fracas e que acabam coroadas com grandes atuações ou direções impecáveis ou uma montagem muito bem feita. No caso de “O Discurso do Rei” podemos encontrar todas estas características citadas reunidas.o-discurso-do-rei-700-525
   No filme Após a morte de seu pai, o rei George V e a abdicação escandalosa do Rei Eduardo VIII, Bertie que sofreu de um problema de fala debilitante toda a sua vida, de repente é coroado rei George VI da Inglaterra. Com o seu país na beira de uma guerra e precisando desesperadamente de um líder, sua esposa, Elizabeth, a futura Rainha Mãe, manda o marido para se consultar com um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois embarcam em um tratamento pouco ortodoxo e, eventualmente, formam um vínculo inquebrável. Com o apoio de Logue, sua família, seu governo e Winston Churchill (Timothy Spall), o Rei vai superar sua gagueira e proferir o seu mais importante discurso no rádio, inspirando o seu povo o_discurso_do_rei_2011_f_003e os unindo para a iminente batalha contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Baseado na história real do rei George VI, “O Discurso do Rei” segue a busca do monarca para encontrar sua voz.
   O fato é que o filme não vai fazer muito alarde no Brasil, simplesmente por estar totalmente fora dos padrões blockbuster que a grande massa gosta. Neste filme, com uma direção quase que genial de Tom Hooper, não temos guerras, nem ação e nem uma carga emotiva muito grande, mas o público é presenteado com atuações brilhantes de Colin Firth e Geoffrey Rush, que acertadamente foram indicados ao Oscar de melhor ator e melhor ator coadjuvante, respectivamente (não se espantes se Colin ganhar a estatueta).cena-do-filme-o-discurso-do-rei-1295963720554_300x300
   Embora o desenvolvimento individual da direção e dos atores sejam um brinde para o público a história não empolga, a relação de amizade desenvolvida por terapeuta e seu paciente, que vira Rei as vésperas da segunda grande guerra, permanece um tanto quanto artificial e algumas vezes a figura do Rei parece tão normal que ele pode andar pelas ruas sem ninguém o reconhecer ou importunar.
   As aparições de Winston Churchill e da pequena Elizabeth, a futura Rainha Mãe, são momentos historicamente marcantes, embora estas aparições sejam mínimas e esmagadas pelos personagens principais, o mesmo se adeque ao personagem de Helena Bonham Carter, que vive a esposa do Rei gago e até tenta fazer alguma coisa a mais pela história, mas sua Colin-Firth-em-O-Discurso-do-Rei--size-598presença ;e deixada de lado a maioria das vezes. 
   Sem dúvida “O Discurso do Rei” brinda os olhos de qualquer espectador com atuações e uma direção fora do padrão de filmes pop que somos obrigados a aturar a maioria das vezes, é uma pena que por este fato o filme não entrará no Hall dos melhores do ano, mas sem dúvida, caso isto aconteça, será uma grande injustiça de nossa parte.

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